terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ela sabe das coisas

Mariana, de 04 anos anos foi ao shopping com seus pais para as compras de natal. Andaram um pouco e foram ver o papai noel. Mariana sentou no colo dele e cochichou bem baixinho: "quero um estojo de maquiagem igual ao da minha vovózinha". Saiu satisfeita e feliz.

Andaram mais um pouco pelo shopping e foram tomar um lanche, nesse momento o papai noel do shopping que já tinha saído do trabalho e não estava mais com as roupas que o caracterizavam  sentou-se na mesa ao lado para também lanchar. Mariana parou o lanche olhou para seu pai e disse:

- Olha papai ele nos enganou, ele não é o papai noel!

Os pais não sabiam se riam ou choravam. Nem deu tempo de pensar e Mariana solta:

- Mas o que vai lá em casa é de verdade, não é?

Agora os pais além de comprar o presente, terão que se virar para fazer Mariana acreditar no papai noel. Da minha parte tô pagando para ver!!!!


De qualquer forma aproveito para deixar a todos um feliz natal, e que, com ou sem fantasia  do papai noel saibamos o verdadeiro significado do natal, o nascimento do salvador.

João 3:17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

* Na foto: Mariana e o papai noel de "mentira".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Apocalipse NOW!!!

Um círculo negro cobriu o sol, parecia que o mundo ia ter fim naquela hora, de repente pedaços de pizza começaram a cair do céu, as aves de rapina surgiram aos montes e brigavam entre si pelos pedaços que caiam. No canto de uma gaiola, pardais morriam de fome e sede. Abri a portinhola  coloquei um pouco de ração e água. Vieram esfomeados, mas conforme iam comendo caiam mortos. Saciá-los naquele momento foi a pior decisão,em abstinência ha muitos dias, seus organimos não aguentaram o excesso de alimento.

Sai com uma sacola cheia de latas de extrato de tomate, todas devidamente etiquetadas, caminhava apressadamente quando sandália de salto anabella resolveu arrebentar. Joguei as latas num bueiro e continuei rumo aos carrinhos tromba tromba no parque de diversões.

 Os pedaços continuavam caindo e as aves brigando,quanto mais caiam,mas limpo ficava o céu.

De repente,claridade total, aves de rapina assim como os pardais, estavam  mortas. Comprei um canário numa gaiola, peguei o meu skate e parti rumo a terra do sol nascente, na esperança de que lá pudesse comer um bom bife à parmegiana.

Fim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A vida às vezes é estranha

"Tudo acabado", foi assim que Mariana ouviu soar aos seus ouvidos aquelas palavras  enfeitadas e delicadas. Ela não era uma mulher dada  sensibilidades, mas sentiu o coração doer nesse momemto. Lembrou  quando conheceu Alberto, um advogado bem sucedido que foi lhe apresentado na prisão.

Ela condenada por pensar demais e diferente dos que a cercavam, sentiu-se protegida pelo Dr famoso de palavras bonitas e educadas. Com ele não precisava explicar nada, nem suas palavras, era compreendida sempre. Comungavam de alguns ideais, mas sabiam das diferenças do mundo de cada um.

Durante seu processo foi conhecendo Alberto,um homem bom e atencioso que  sempre tomava muito cuidado para não magoá-la, embora às vezes ela se tornasse uma verdadeira rebelde.

Não alimentava grandes ilusões, sabia que logo estaria livre, mas que Alberto nunca faria parte do seu futuro, embora fosse isso que mais desejasse na vida.

O tempo passou e como previsto ele conseguiu libertá-la. No dia  em que saiu da prisão Alberto a esperava na frente do presidio com flores brancas. Deu uma carona para ela e quando chegou na frente de seu prédio disse que tinha sido um prazer conhecê-la, mas que agora cada um deveria seguir seu caminho e que sempre que ela precisasse estaria à disposição.

Ela agradeceu, entrou e chorou a noite toda.

Estar  livre nunca foi tão dolorido.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Qual sabor?

Ao sair do supermercado no domingo, eu e Val, fomos na livraria, enquanto Valéria e Victória estavam no play master. Valkiria escolheu seus livros ( romances, como sempre ) pegamos as pequenas e seguimos rumo a nossa casa.

 No caminho Valkiria tirou os livros da sacola e eu achei um com um nome estranho, "Melancia" pois é, é esse mesmo nome. Perguntei se ela conhecia a autora( Marian Keyes) e do que tratava o livro.

Ela começou a me falar sobre o romance e depois ergueu o livro que tinha mais de duzentas  páginas e disse:

- Ah, mãe além de ser muito gostoso de ler , essa autora  adora escrever, imagine que o outro livro da mesma coleção tem o dobro de páginas.

Valéria, no banco de trás e atenta com a conversa, pergunta:

- Da mesma coleçâo?

Valkiria fez  que sim com a cabeça.

Valéria "lasca":

- Então deve ser o Limão???

Não, não era o "Limão", Valkiria ainda  tentou explicar que era "O casório", mas nesse momento eu  já estava chorando de rir.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Desencontros

Me perco nas configurações desse dia
Me encontro no final.
No por do sol que se transforma em negro.
Na chuva que prometeu cair
Na flor da manhã que eu vi.
e delicadamente escolhi
Não entendo, estou confusa..
É uma confusão de solidão.
Como se fosse um teto.
A esconder as estrelas.
Me perco, me Encontro.
Não funciono.
Falta  carinho.
É preciso  afeto.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Num dia de domingo

Vou ao supermercado toda semana, geralmente aos domingos de manhã  por ser mais tranquilo para fazer as compras e por ser um dia que tenho menos trabalho. Ontem não foi diferente, acordei cedo, levei a filha do meio para almoçar na casa de uma amiga e seguimos, eu, Val e Vic  para o mercado.

Foi tranquilo, estacionamento vazio, mercado idem. Fizemos as compras  e seguimos para casa. Quando chegamos o alarme estava disparado. " Deve ser porque faltou enrgia" pensei, já que quando saímos de fato ela havia acabado.

Desliguei  o alarme, descarreguei o carro enquanto Val cuidava da Vic, preparei um lanche, sentamos para comer. Alguns minutos depois o interfone tocou, fui atender, era o vigilante do alarme monitorado para saber se estava tudo bem. Disse que sim e voltei para dentro.

Outra vez o interfone tocou, o vigilante me chamou no portão e perguntou se eu não tinha visto nada de errado, pois haviam acabado de assaltar minha vizinha quando ela saía de carro. Fiquei transtornada, a mulher estava em pânico, chorava muito.

Fiquei muito preocupada , o vigilante que deveria cuidar da minha casa chegou quase uma hora depois que o alarme acionou, o marido da vizinha ao invés de consola-lá, só sabia dizer que a culpa era dela por ter demorado a sair, e a polícia? Só apareceu 2 horas depois dizendo que não podia fazer nada.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Memória de mãe

Juliana tinha por hábito acordar todos os dias às 10:00 da manhã,  era recém casada e ainda não tinha filhos, trabalhava a tarde em um escritório de contabilidade. Seu marido era advogado, saía cedo, mas tomava o cuidado de nunca acordá-la, sabia que se ela despertasse antes do acostumado, ficava num "azedume' só. Como um homem precavido preferia evitar discussões com a esposa. Iam vivendo bem, se encontravam todas as noites, conversavam um pouco, jantavam juntos  e se não tinham nenhum compromisso iam direto para cama.

Chegou um tempo que Juliana queria filhos. Maurício sabendo  as implicações que isso causava, ficou com ressabiado. A príncipio tentou tirar a idéia da cabeça da esposa, mas vendo que não tinha jeito, cedeu. Juliana engravidou, saiu do trabalho e passava quase o dia todo dormindo. Com a gestação chegando ao final começaram as reclamações, já que ela não conseguia mais dormir sossegada por causa do peso da barriga.

Maurício quase não ia ao escritório, ficava o tempo todo tentando aliviar os incômodos da esposa. Sem sucesso, só passou mesmo quando o bebê nasceu. Um garoto forte e corado que chorava como se o mundo fosse acabar.

Juliana emagreceu, não conseguia dormir já que o menino parecia ter trocado o dia pela noite, Mauricio já não podia ajudá-la, afinal, alguém precisava trabalhar naquela casa.

Com o tempo as coisas foram se acertando, o menino cresceu e já não incomodava o momento mais precioso da mâe que era dormir.

Estavam felizes com a vida totalmente ajustada, Juliana dormia até às 10:00 já que o menino estudava a tarde e  assim como a mãe adorava uma soneca.
Mas Juliana teve um comichão e achou que precisava ter outro filho ... e começou tudo de novo...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pequena e esquisita




















Andavam pelo pasto,cavaleiro montado no cavalo.
Caíram num buraco.

O cavalo quebrou a pata. O cavaleiro, o pé.
O cavalo passa bem.

O cavaleiro foi sacrificado.

domingo, 14 de novembro de 2010

Era uma vez um fusca...

Essa semana tive que ir ao centro da cidade e "ralei" meu carro, de novo, mas dessa vez foi culpa minha. Levei para o conserto e fiquei horrorizada com preço de uma peça de aproximadamente 2 cm que precisa ser colocada no retrovisor,  além disso terei que espera até 15 dias para ela chegar.

Não consigo imaginar como as revendedoras vendem carros e não tem estoque de peças de reposição, achei o cúmulo. Para ser franca senti saudade do meu 1º carro, um fusca baja vermelho, ano 66, de capota de fibra,  se riscasse era só comprar a fibra e levar no funileiro.

 Ele não tinha seguro, era muito esquisito, mas eu gostava dele.Me divertia um um bocado, quando passava na blitz eu já ia parando, todos os guardas queriam saber se a documentação estava certa. Com ele trouxe Valkiria do hospital e fui com dores de parto para ter a Valéria.

Foi meu companheiro de longa data. Chuva ou sol, lá estava ele sempre a me ajudar.

Os únicos problemas que tinha era que às vezes arrebentava o cabo do acelerador ou da embreagem, mas nada que um mecânico e 10 reais não resolvessem.Além de tudo isso ainda fazíamos rally com ele, era muito divertido.
Mas como tudo na vida tem seu tempo, ele foi vendido para uma rapaz que iria cortá-lo e fazer uma  "gaiola".

Senti muito, mas precisava trocar de carro. Essa semana deu uma saudade...

Agora vou parar de falar nele, senão daqui a pouco começo a sentir saudade da charrete puxada pelo "soldado" que tínhamos lá na fazenda. Definitivamente, não dá nem para imaginar uma charrete nesse trânsito de Londrina...


*Queria colocar uma foto dele, mas estão todas no alto do armário e não deu para pegar, mas era bem parecido com esse da foto

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

De leve


















No raso, porque a profundidade dói
Bloqueio da alma, para não se machucar
Instantes de silêncio, um múrmurio ao longe
E a  vida gritando  para gente acordar

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aloe Vera

Há muito tempo ouço sobre a Aloe vera, uma planta que está presente na maioria dos cosméticos, mas nunca tive a cuiriosidade de saber como ela era. Achava que era coisa do outro mundo.

Tem Aloe vera no shampoo, no creme hidratante, em alguns medicamentos. Poderosa essa planta.

Qual não foi minha surpresa quando meu cabeleireiro me disse que ela era a famosa Babosa. Ora, eu conheço de longa data, meus ancestrais índigenas usavam como medicamento e como fortalecedor do cabelo e da pele.

Em casa tínhamos um pé da planta, na verdade quase todo mundo da rua tinha um, cortávamos a planta e fazíamos uma massagem nos cabelos com a baba dela.

Meu Deus, como o mundo  é estranho, eu aqui pensando que era uma super descoberta da medicina, mas é tão antigo quanto andar para atrás, aliás estou gostando de alguns passos de retorno que a humanidade tem dado.

Agora estou torcendo para que descubram que *cambuquira é deliciosa e passem a vender nos supermercados. Claro que vão inventar um nome chiquetézimo para ela, mas não tem importância.

* Cambuquira,, não é a cidade, risos, é o  nome dado às pontas da abobreira, aquelas onde nascem as flores e da qual faz-se um refogado delicioso.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Flor de Marcela

Meiga e linda
é a menina na janela
me espera com um sorriso
pede um pouco de mim

Quem sou eu para negar?

Insiste num bilhete
e um sorriso gostoso
quer saber como foi meu dia

Acha que vou dispensar?
 
Recebe a todos carinho
faz parte da família
me deu  dois lindos sobrinhos

O que mais posso desejar?


Cheiro e cor de flor
tão mansa
e tão sensível
diz que gosta de mim


Que alegria tê-la em meu jardim!!!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fogueira das vaidades

Época de eleições e de egos inflados, me veio à mente a história de um pregador , era famoso por suas grandes preleções, levantava multidões para todo lugar que ia.

Ele mesmo conta, que certa vez, estava num seminário e tinha acabado de falar quando saiu logo atrás de 02 senhoras que conversavam. Uma dizia à outra que estava muito feliz porque tinha ganhado de presente de aniversário de seu marido o que mais queria. O pastor ouvindo a conversa acreditou que  o presente dela era ela poder participar do seminário e ouvi-lo. Envaidecido, chegou perto das duas e começou a conversar.

As mulheres pareciam não entender nada. Ele disse que elas é que eram o presente dele, e que era por pessoas assim que ele ainda continuava pregando tão bem.

As mulheres apressaram o passo e dirigiram-se à um Toyota Corolla novinho em folha, foi quando ele ouviu a mulher dizer a amiga:

- Não te falei que era o melhor presente que eu poderia ganhar? Sonhava com esse carro todos os dias.

O pastor ficou muito envergonhado, despediu-se das duas mulheres, mas ficou grato pela grande lição que aprendeu aquele dia: por
mais que desejasse e imaginasse, ele jamais seria o centro do universo.

sábado, 9 de outubro de 2010

Quebrando o galho

Quando tinha por volta dos 23 anos, não tinha a menor ideia de como cuidar de uma casa, cozinhar então, sabia fazer lasanha e só. Não que tívessemos empregada, minha mãe era quem fazia quase tudo e eu trabalhava fora desde os 14 anos  e estudava a noite, como trabalhava num supermercado, não raro trabalhava também aos sábados e domingos.

Logo que casei surgiram as primeiras "complicações" tinha alguém que ia 01 vez por semana fazer uma faxina e o resto ficava por minha conta. Decidimos não ter filhos logo no ínicio o que para mim foi uma salvação. Tive que aprender tudo.

Naquele tempo sem a comodidade da internet, só restava os amigos, revistas e livros no biblioteca pública. No começo fui fazendo seguindo as receitas das embalagens, fiquei perdida ao cortar um frango, aí parti para biblioteca, que surpresa a bibliotecária me apresentou o "famoso" livro  " Sebastiana quebra galho" foi a luz no fim do túnel. Lá tinha tudo desde dicas para limpeza da casa até fazer arroz "soltinho".

Foi muito legal, agora resolvi fazer o mesmo com as outras pessoas, nesses tempos modernos, as secretárias do lar estão cada vez mais díficeis de se conseguir, mas em compensação, alguns homens resolveram participar mais da vida doméstica, então, de vez em quando vou postar algumas dicas caseiras para donas de casa de primeira viagem. Claro que não sei tudo, mas o que sei repasso com maior prazer.

As de hoje são muito simples e  aprendi a pouco tempo:

1-Se você tiver moveis e eletrodomésticos brancos para limpar, ao invés de usar aquele catatau de produtos que tem no supermercado, use apenas sabão de coco. Fica ótimo e o mais importante, não vai amarelando com tempo.

2- Para lavar roupas de lã na Lavadora, se você não tiver aqueles sacos para por dentro, utilize uma fronha de preferência de percal, coloque a roupa dentro, amarre as pontas e lave normalmente junto com as outras roupas, não pega pêlo e você economiza tempo.

3- Para tirar manchas de graxa da roupa, lave com sabonete.

Bem, por hoje é só, se você tiver alguma dica para me passar, pode me mandar um email que coloco aqui.

A propósito, aves se cortam pelas " juntas", dá certinho.


Bom final de semana!


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Para aqueles que amo

Hoje vou falar daquelas pessoas queridas que nos enchem de energia e dão novo sabor a qualquer café fraco.

São alegres, nos abraçam com vontade e tem um aperto de mão que leva paz até o nosso coração.

Claro que tem suas dificuldades, mas não perdem tempo se lamentando, procuram saídas para uma vida melhor. Estão sempre a pensar no coletivo, em como suas atitudes refletem no meio em que estão inseridas.

 Nesse momento me vem a cabeça tantas pessoas, aquela vizinha de longos anos que me dava cebolinha da sua horta, o caixa do supermercado que me cumprimentava com um sorriso, a irmã que me acolheu em sua casa  quando precisei, os médicos e enfermeiros que cuidaram da Vic quando ela fez cirurgia, (muitos dos quais se tornaran meus amigos),os amigos de infância que ainda ao me encontrarem me chamam de Vilminha, os funcionários que tive e que sempre me respeitaram, a secretária que me levava bolinho todos os dias, o cliente que me dava e ainda me dão presentes, os amigos de faculdade que me mandam mensagens carinhosas, os amigos íntimos sempre com o ouvido pronto a me escutar, a amiga que dividiu uma garrafa de vinho comigo num dia de tristeza, aquele email que chega num momento especial, o beijo da Valéria ao me dar boa noite, o "agarradinho" da vic durante as madrugadas, o sorriso da Valkiria ao me mostrar seu boletim cheio de notas boas, meus irmão queridos que dariam a vida por mim, aquela  amiga que espera pacientemente por um café qualquer dia desses e mesmo sabendo que eu não posso ir, não me cobra nada. Sim, apesar dos vampiros e pessoas sem caráter que às vezes me rodeiam , eu sou uma pessoa feliz. Obrigada a todos que de alguma forma fazem parte de minha vida  e a tornam digna de ser vivida. Vocês não tem idéia do valor que dou a tudo isso e de que como isso me faz bem.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vampiros do cotidiano


Não se assuste, eu não acredito em vampiros, ao menos naqueles da literatura e dos filmes, mas acredito no tipo de pessoa que suga nossas forças. Quanto mais bons e delicados somos, mas eles se aproveitam da situação e claro, se você se rebelar será sugado à força.

Quem não conhece uma pessoa que se diz dona da verdade, senta no seu trono e julga os outros? ou então aquele tipo que vive falando, mas fazer que é bom... nada.

São pessoas que vivem da desgraça alheia, embora se esforcem para parecem superiores aos outros, no fundo não são nada mais que ratos a roer defuntos fedorentos.

Eles agem 24 horas, voam por todos os espaços da sua vida  e procuram por becos escuros e alagados.Não se contentam em apenas em sugar suas forças, mas também em massacrá-lo com todo tipo de ofensa.

Uma maneira simples de descobri-los é quando eles voam por outras paragens, você se sente revigorado, seu dia rende muito mais e até mesmo as cores ficam mais vìvidas, tenha certeza é um mesmo.Observe também aquelas pessoas que só falam de si mesmas, o tempo todo, como se todo o universo girasse em torno do seu umbigo. São vampiros emocionais.

Se você puder jamais se una a alguém assim, porque uma vez infiltrados eles jamais irão embora. Não adianta ígnorá-los, dizer-lhes que não aguenta mais, que o papa vem rezar missa, nem que você está carregado de alho. Na verdade ainda não inventaram um antídoto contra eles, e o pior: eles sabem disso.

Portanto por mais que façamos eles jamais irão nos abandonar, a menos que possamos mudar toda nossa vida e ir morar na Conchinchina (?).

Enquanto isso não acontece, melhor aproveitar bem quando eles são levados por algum tempo pelos perfumes de outros ares.
 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pensamento

















Diferente do que se pensa não pode ser considerado mais sensato aquele que se formou em grandes universidades e colegiados, nem aquele que veio de família que dizem ser ilustres, mas aquele que a despeito de todas as dificuldades e todas as falhas das grandes universidades e colégios, sobrevive aos seus próprios erros, estudando a vida dia após dia e procurando caminhos para um mundo melhor, vindo de família ilustre ou não.

sábado, 2 de outubro de 2010

A primeira festa da florzinha








O tempo passa rápido demais, parece que foi ontem que Valéria nasceu , mas já vai fazer 13 anos.


Ao contrário da irmã mais velha que é muito reservada e prefere receber os amigos em casa, ela gosta muito de sair. Então é díficil acompanhar o "pique" dela. Agora que está mocinha então, está cada dia mais complicado.


Esses últimos dias ela está muito entusiasmada, é que vai ter uma festa promovida pela escola e pela primeira vez ela vai sair "sozinha" à noite ( claro que terão professores e uma equipe cuidando deles ), mas sair sem pai nem mãe parece ser muito agradável, risos.


Está empolgada, comprou um vestido novo semana passada  e saiu essa semana para comprar o sapato, foi com uma amiga e a mãe dela ao shopping, orientei o tamanho do salto e deixe que ela escolhesse o modelo que quisesse.


Me surpreendi com a escolha , não é exatamente o tipo de sapato que eu usaria, mas achei de um bom gosto danado. Agora ela vai sair mais linda do que nunca e espero que dê tudo certo na festa.

A festa termina às 22:45 e tomarei o cuidado de estar lá pontualmente, só para garantir que ela não  saia correndo e deixe esses  sapatos lindos na escadaria  feito Cinderela. O que seria uma pena.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sem solidão



Nunca estou só quando estou  comigo
Adoro minha companhia
e, apesar de todos os esforços que fazem para me desmerecer
eu  consigo sorrir e perceber que quem faz isso
prefere ser só na multidão.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Constatações


*Alguma pessoas são tão chatas que tudo que desejamos é que elas se apaixonem perdidamente por alguém e passem o resto das suas  vidas a se ocuparem  disso.


*Ela não tinha sangue de barata, mas pensava assim:
-Se a bomba explodir em mim também machuca  meu jardim.


* Ele a príncipio achava que era um sapo, depois desconfiou que era um pato, mas no final descobriu que era um belo gato.


* O outro ao contrário se achava um gato, mas na verdade não passava de um rato.


* De tanto "se Achar" vai acabar perdido. Eu não mostro o mapa.



* De Grease a Camp Rock, as pessoas mudaram, mas não muito.


*E por fim, a vida é uma caixinha de surpresas, repetidas.

sábado, 25 de setembro de 2010

Minha companheira

Não saio muito de casa exceto para levar as crianças em algum compromisso.Meu divertimento se restringe a visitar meus irmãos e alguns amigos da família. Na verdade estou em dívida com alguns amigos,espero que me perdoem. As crianças vão à escola de manhã, esse é o horário em que aproveito para fazer as atividades mais complexas e demoradas. À tarde geralmente as crianças tem alguma atividade, então durante a semana passo a maior parte do tempo sozinha.

Moro perto de um vale e de um lago, então, sempre que  acordo com a Vic para nosso momento de cumplicidade ouço o trinar  dos passarinhos, ah tem até uma coruja, mas nunca consegui vê-la. Os pássaros estão no meu quintal a todo momento. São lindos.

Mas de uns dias para cá ganhei uma companheira. Tem olhinhos brilhantes e é bem dedicada a seus ovinhos. A pombinha da foto que fez um ninho na area de casa, sempre que vou lá pro fundo dou uma olhadinha e ela está lá no seu ninho cumprindo seu papel, às vezes sai para se alimentar, mas logo volta ao seu posto. Claro que já existe um movimento para tirá-la de lá, estão à procura de um veneno eficaz, mas no que depender de mim ela fica, tem seus filhotes e esses também podem fazer um ninho no mesmo lugar. Adoro companhia felizes e de bem com a vida.

* A foto é original, ela não é uma graça?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cenas da manhã







Indo para escola: Victória comendo alguma coisa que parecia ser a pulseira da Valéria, Valkiria tentado pegar as chaves que a Valéria por descuido colocou em baixo do banco do carro e Valéria falando sem ponto nem vírgula sobre a competição de volei amanhã na escola.

Estacionei, desliguei o rádio, contei até 10 e cai na risada.


Depois coloquei tudo em ordem e segui em frente.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mais uma primavera

Primavera, menina bonita
vestido florido
laço de fita

Mãos de fada
olhos de sol
apaixonada

Cores e formas
sons e perfumes
delicada, ninguém duvida
seja bem vinda
em minha vida

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Café:meu bem /meu mal

Gosto muito de café, é a minha bebida preferida, não importa a estação.Não sou nenhuma entendida no assunto, mas consigo descobrir se vou gostar do café apenas pelo cheiro.

Costumo comprar no supermercado, aqueles premium ou gourmet . Hora ou outra tem aqueles cafezinhos de desgustação no supermercado, como disse vou pelo cheiro, se é bom eu provo, senão, nem dou bola.

Mas tem me intrigado algumas atitudes dos comerciantes de café, às vezes provo no supermercado e acho ótimo, mas quando levo para casa, não fica legal e olha que sempre pergunto as medidas que a promotora usou.

Outras vezes compro alguma marca uma vez e um mês depois a mesma marca tem outro sabor. Prefiro o arábica com a torra média e sempre olho na embalagem, mas muita vezes a torra passou do ponto e o que era arábica virou conilon.

Gostaria muito de ser fiel a apenas uma marca, mas tá díficil. O que era da fazenda a muito tempo deixou de ser, um de Rolândia que era muito bom hoje parece até  ter gosto de palha,um que dizem ser de Londrina me deixa feliz quando lembro que nasci em Jataizinho, aquele que tem nome de jarra embora tenha vários "sabores" na minha opinião tem todos o mesmo gosto, isso sem falar numa infinidade de nomes que toda hora surgem no mercado, que vem e vão como o vento.

Meu sonho de consumo é conhecer uma marca que se mantenha fiel à qualidade inicial do produto, assim não preciso ficar perdida todas as vezes que vou ao supermercado.

Estou pensando em comprar os grãos crus e preparar meu próprio pó como minha vó fazia.

Ah, só tem uma coisa que transforma qualquer "água de batata" em café gourmet: a companhia de pessoas queridas, mas como nem sempre isso é possível, melhor me garantir.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Escorregão

Há alguns dias, Victória tem acordado às 3:00 hrs da manhã e não dorme mais, resultado: fico fazendo companhia para ela. Já tentei de tudo para que ele volte a dormir a noite toda, sem sucesso.

Então, resolvi tornar as madrugadas prazerosas, ficamos assistindo desenho, lendo livros mas na maioria do tempo eu fico correndo atrás dela para não fazer bagunça. Bem, quem me conhece sabe o quanto eu ando cansada, já que não posso repor o sono durante o dia.

Essa noite Vic acordou às 2:00, saiu do quarto dela, passou pelo das irmãs acendendo todas as luzes que via pela frente e foi até o meu quarto, subiu na cama e se aninhou do meu lado. "Oba! vou dormir", pensei e voltei a cochilar, derepente escuto um barulho, passo a mão do meu lado, cadê a Victória?Pois não é que ela tinha levantado e estava na sala com uma garrafa de refrigerante daquelas grandes na boca? Corri e fui pegá-la, sonolenta não olhei no chão que estava todo molhado pelo dito cujo e puft!!  cai igual a uma laranja podre.

Foi muito engraçado.

Agora estou toda dolorida, com sono e com o dia todo pela frente, mas já marquei consulta com o  neurologista para ver se resolvo isso, antes que aconteça um acidente mais grave.

Vida de mãe é assim: padecer no paraíso e se esborrachar no chão de madrugada.

 Imagine a cena e ria à vontade. Eu já fiz isso, risos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Gotas








Há dias que chove muito, muito mesmo
àguas quentes para confortar a alma
Trovões e relâmpagos anunciam a chegada das gotas
Desprotegida, sinto cada uma  cair sobre mim
Gosto da chuva porque depois dela vem o conforto
Mas para ser bem franca, ando cansada de temporais
Eu prefiro o sol
Sempre.

sábado, 4 de setembro de 2010

Uma relação de respeito e carinho


Há dezesseis anos desde que minha 1ª filha nasceu, quando uma delas fica doente, a solução é a mesma: Dr Ary. É o pediatra delas, médico da nossa inteira confiança, amigo das horas díficeis e meu socorro nas  febres de madrugada.

O fato é que ele além de ser um excelente profissional, é também uma pessoa muito querida pelas crianças, tanto que minha filha mais velha ainda não quis trocar de médico.

Durante esses anos todos de consultório, percebi que ele quase não brinca com elas, mas tem um respeito enorme pelo que elas dizem e no fim da consulta sempre dá um pirulito como se quisesse compensar o gosto ruins de alguns remédios que ele precisa receitar, risos.

Esses dias minha filha do meio andou se queixando de umas dores de cabeça, e lá fui eu com ela para o pediatra, ele fez a consulta( nessa idade ele já pergunta tudo direto para ela), não era nada demais, apenas um gripe por vir e receitou alguns medicamentos.

Quando íamos saindo percebi que ele não  tinha dado o pirulito, " deve ser por causa da idade" , pensei. Mas a Valéria não quis nem saber, deu a mão para ele perguntou na maior cara de pau:

- Tio Ary, e eu não ganho nada?

Corei. Ele pediu desculpas, abriu a gaveta e tirou seu grande tesouro. Ela foi toda feliz para casa. Não sei, mas acho que de vez em quando elas ficam doentes só por causa do atendimento que ele dispensa.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Reflexão

Palavras voam pelo ar.Chegam como punhais a machucar a alma.
Ficamos sentindo como se tudo estivesse fora do controle. Mas, por um momento, lembramos de tudo que a vale a pena, então ,em meio ao caos vemos um sol que nasce e aquece nosso coração no inverno gelado da vida

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Do que eu vi







Campos verdes, mata cerrada, hortências,
árvores solitárias, frutos em dupla
verdes.
Geometria perfeita, em campos de trigo,
ouro.
Uma paca que passava, pardais
que se beijavam,
folhas enormes, e uma flor pequenina
que
abriu o sorriso da menina.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aos poucos

me desfaço em linha reta,
disfarço
como um tesouro,
escondo
doce como mel,
sinto
suave como a brisa,
ouço

Disfarço, escondo, sinto e ouço: meu coração acelerado.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De longe hei de te amar








De longe te hei-de amar

- da tranquila distância

em que o amor é saudade

e o desejo, constância.



Do divino lugar

onde o bem da existência

é ser eternidade

e parecer ausência.



Quem precisa explicar

o momento e a fragrância

da Rosa, que persuade

sem nenhuma arrogância?



E, no fundo do mar,

a Estrela, sem violência,

cumpre a sua verdade,

alheia à transparência.



Cecília Meireles

sexta-feira, 9 de julho de 2010

The end

Marisa não sabia que horas eram. Nem saberia dizer quanto tempo ficou ali sentada olhando o vazio. Curvou-se, pegou um graveto e seguiu para casa. Não amava mais Edilson e as coisa estavam se tornando insuportáveis. Era discussão quase todos os dias, precisava sempre ficar atenta para não passar dos limites e ofendê-lo. Tinha tanto cuidado com ele que às vezes  esquecia de si.

Era o almoço na hora , o café completo na mesa mesmo sabendo que ele só tomaria um café puro. As roupas delicadamente separadas e organizadas, a sola dos sapatos sempre limpas como ele gostava. Mas parecia que nada era capaz de satisfazê-lo, parece que quanto mais se esforçava mais ele exigia. Um  caos. Assim estava sua vida.

Naquela tarde ela arrumou as suas malas e saiu para pensar . Queria ter certeza que esse era o melhor caminho. Depois de algum tempo chegou a conclusão de que era isso mesmo que devia fazer, nem ela nem Edislon estavam felizes juntos, então era hora de partir.

Chegou em casa, pegou as malas e deixou um bilhete no espelho do banheiro que dizia:

"Estou indo buscar a minha felicidade,  meu desejo é que você também encontre a sua."

Com carinho,

Marisa

Depois desse dia Edilson nunca mais ouviu falar de Marisa, até mesmo o divórcio teve que ser assinado por testemunhas. Dizem que ela agora vive numa cidadezinha do interior e que é muito feliz.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reflexo








Me perco em sua imagem. É como se estivesse do meu lado. Sinto todos os sons do vento e o perfume dos seus cabelos. Já não existe eu e você, somos apenas nós nessa música incessante.

O brilho dos seus olhos aguçam os meus. Como é maravilhoso  te olhar.  Faltam palavras para descrever a sensação boa que isso me traz. Sinto cada pedaço mim  desejar tão somente que esse instante congele. 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E o tempo voa

Inverno novamente, parece que foi ontem a primavera, o tempo passa rápido demais, não sei se isso é bom ou ruim, só sei que se não arregaçar as mangas, ele passa e eu fico.

Corro contra o relógio, pulo pela janela do dia, mas não adianta, não dá tempo para tudo. Fica sempre a sensação de inacabado. Quisera eu ter nas mãos a chave do tempo, o poder de decidir pelas pessoas que cercam.Tá bom, ia ser muito chato, eu sei, mas me pouparia um tempo e  algumas rugas.

Vejo que nem tudo está ao meu alcance, pelo menos nesse momento, mas sei que chegará o dia em que poderei decidir sozinha o meu destino. O dia em que minha preocupação deixará de ser os ponteiros do relógio e passará a ser somente a felicidade daqueles que amo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cozinha democrática

Conheço o Antonio   há alguns anos, não saberia dizer quantos, rs, somos sobreviventes da MJMR ( Mais Jesus menos religião) e nos tornamos grandes amigos, tanto que participamos juntos da SPA (Só para amigos no orkut) e esses dias numa postagem boba qualquer ele sugeriu que deixássemos uma receita, como a comunidade anda meio parada, resolvi colocar aqui as receitas que postamos lá.São simples, mas  muito saborosas, e para você meu amigo Antonio, fica meu abraço e minha admiração:

Filé by Antonio:

Pegue um belo filé (frango, peixe ou carne) salgue e coloque, furando com uma faca, quantos dentes de alho forem necessários para temperar a carne toda.


Regue no azeite extra virgem e asse por aproximadamente 40 minutos. Pimenta do reino moída na hora finaliza o prato.

Sirva com salada e arroz.





A seguir deixo a minha como sobremesa:

Doce de abóbora caseiro:


+ou- 2kg de abobora madura (prefira a paulista)

1kg de açucar cristal

100gr coco ralado


Corte a abóbora em cubos coloque em uma panela e cubra com açucar, cozinhe em fogo baixo até a abóbora desmanchar, por último acrescente o coco ralado. Não coloque água.

Obs: o Antonio sugeriu trocar o açucar por adoçante e usar o coco ralado na hora.

Bom apetite!
 
Na foto: Antonio e sua amada.