quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Carnificina no açougue da esquina ...





Comprava carne no super mercado, mas estava difícil ficar esperando na fila e as pré embaladas perderem muito da qualidade. Resolvi experimentar a entrega de um açougue aqui no bairro.As carnes vieram  muito boas, embaladas nas porções que pedi, sem gordura, sem pelanca enfim,
um primor.


Semana seguinte pedi de novo, vieram perfeitas .

Seguiram-se algumas semanas, até que um dia liguei e pedi para falar com a pessoa que me atende, a moça me disse que ele não estava, mas que podia fazer o pedido com ela, como estava sem tempo pedi para que ela repetisse o pedido da semana anterior.


Bom, a encomenda que veio parecia de outro lugar, pacotes de carnes amontoados, bifes de contra filé que eram tudo menos contra filé, carne   moída  cheias de gorduras, nervuras... um caos.


Eu e minha secretária fizemos uns malabarismos e usamos as carnes,. Essa semana liguei de novo e pedi para falar com a pessoa que me atendia antes, a moça falou que ele não estava,  expliquei  o que aconteceu e que preferia fazer o pedido com ele, ela secamente me respondeu que qualquer um deles podia anotar o meu pedido, que a carne seria a mesma....

Nesse caso agradeci, desliguei e fiz encomenda em outro lugar que haviam me indicado.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Montou o circo e rejeitou o pão...


No estacionamento do supermercado, guardando as compras, surge um rapaz não sei de onde e muito gentil me deseja bom dia.

 Depois me explica que acabara de sair de uma casa de recuperação contra drogas e pede um trocado para comprar comida.

Parei por um momento e lhe disse que não tinha dinheiro, mas se quisesse algo para comer lhe daria um dos pacotes de pães havia comprado.

Fez cara feia e disse que não ia aceitar, porque não gostava daquele pão, e se pegasse jogaria fora.

Cada um  que aparece.Exigente.Fiquei com cara de palhaço.

Ao menos foi honesto e as meninas ficaram com seus pães garantidos para semana.






sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Não existe moral na história



Ninguém podia olhar para Zigfredo, tudo lhe era recebido como uma afronta, falar então... era preciso medir as palavras, isso sem falar que de vez em quando entendia só o queriar,  uma pessoa difícil, sem dúvida.

Por aqueles tempos  estava sentindo-se ainda mais  vitimizado(?).

O excesso de trabalho estava lhe tirando o bom humo(qual?). Enfim, pintou e bordou na vida, nunca teve limites, embora adorasse controlar a vida alheia, agora sentia-se cada vez mais sozinho e irritado, o que deixava mulheres em fase de climatério e TPM serem dignas do prêmio Nobel da paz.


Nadava contra a maré e naquele dia em especial resolveu confrontar com o guarda de trânsito sobre uma multa que não considerava justa, afinal, o que tem de errado estacionar na faixa de pedestre e ficar falando ao celular?


Gritou, esperneou, quase foi preso por desacato, mas não teve jeito, foi multado.


Saiu dali querendo brigar com todos, achava aquilo uma  tremenda  injustiça. Ligou para um daqueles repórteres sensacionalistas que adoram mostrar sangue no horário de almoço. Foi prontamente atendido, sem conhecer direito a história o cara colocou a boca no trombone e saiu criticando o guarda, o sistema viário da cidade que não favorecia ao cidadão honesto e trabalhador...blá, blá,blá.


Incomodado com a repercussão do caso, o Tenente coronel quis saber o que havia acontecido, mas antes de tudo, pegou a CNH do dito cujo e fez uma breve pesquisa no Detran da cidade. Descobriu que Zigfredo estava com a carteira cassada Há muito tempo e não tinha entregue ainda.


Só não pode dizer isso e defender a corporação  no programa sensacionalista, porque seu soldado também cometeu o erro de liberar a pessoa sem verificar essa questão.


Todos viveram felizes para sempre, até o dia em que ambos velhos e doentes precisavam usar a faixa de pedestres  e quase eram atropelados pela geração irresponsável que educaram(?).


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Poema incompleto








Seus olhos fixados em mim
Esperam por uma reação
Onde não cabem mais palavras
Plantamos um jardim.

Nesse silêncio
Ouço os batimentos do seu coração
Tão perto, tão meu

intocável, 

Querubim



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Eu a Miss e o Tério




Infinitamente ingrata a vida me colocou pedras no caminho, não fiz castelo.

Mastiguei.

Digeri, como se me sobrasse ácido no cérebro.
Dói e fica um vazio, luto.

Tudo está  desorganizado e escancarado.
Esse é meu tempo, me deixem sentir e analisar tudo com calma.

Ninguém pode fazer com que eu esqueça o passado.
Nem mesmo me tirar a angústia dentro do peito.

Resta sentir, sentir e sentir, um dia sara.
Até que as gavetas estejam em ordem, não reparem minhas atitudes.


Silêncio.

sábado, 28 de abril de 2012

Fazendo amigos, da onça...


Chegou na sala de aula, após muitos anos fora do banco da escola. Não era jovem, meia idade. Deixou para terminar os estudos mais tarde, já que na juventude não tivera condições para isso.

Agora, casada, 02 filhos, com a vida mais ou menos sossegada, foi atrás dos seus sonhos.

No primeiro dia sentiu-se um tanto excluída, afinal todas nas turma eram muito mais jovens que ela. Da sua idade mesmo, parecia ser só a professora.

Intensivão, dia inteiro de aula, o jeito era almoçar por ali mesmo. Separaram-se ao meio dia, gentilmente, querendo conhecer as colegas ofereceu carona até o restaurante.

 Algumas aceitaram. Desconfiaram quando ela se dirigiu ao melhor carro do estacionamento, esses último tipo, e sem a menor cerimônia abriu as portas para elas.

Depois do almoço, exatamente 30 minutos após o recomeço da aula, passou a ser a aluna mais  popular da sala.

Saiu dali sem entender nada, mas ficou com a impressão que elas gostaram muito do batom rosa que ela passou na hora do almoço.