quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aos poucos

me desfaço em linha reta,
disfarço
como um tesouro,
escondo
doce como mel,
sinto
suave como a brisa,
ouço

Disfarço, escondo, sinto e ouço: meu coração acelerado.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

De longe hei de te amar








De longe te hei-de amar

- da tranquila distância

em que o amor é saudade

e o desejo, constância.



Do divino lugar

onde o bem da existência

é ser eternidade

e parecer ausência.



Quem precisa explicar

o momento e a fragrância

da Rosa, que persuade

sem nenhuma arrogância?



E, no fundo do mar,

a Estrela, sem violência,

cumpre a sua verdade,

alheia à transparência.



Cecília Meireles

sexta-feira, 9 de julho de 2010

The end

Marisa não sabia que horas eram. Nem saberia dizer quanto tempo ficou ali sentada olhando o vazio. Curvou-se, pegou um graveto e seguiu para casa. Não amava mais Edilson e as coisa estavam se tornando insuportáveis. Era discussão quase todos os dias, precisava sempre ficar atenta para não passar dos limites e ofendê-lo. Tinha tanto cuidado com ele que às vezes  esquecia de si.

Era o almoço na hora , o café completo na mesa mesmo sabendo que ele só tomaria um café puro. As roupas delicadamente separadas e organizadas, a sola dos sapatos sempre limpas como ele gostava. Mas parecia que nada era capaz de satisfazê-lo, parece que quanto mais se esforçava mais ele exigia. Um  caos. Assim estava sua vida.

Naquela tarde ela arrumou as suas malas e saiu para pensar . Queria ter certeza que esse era o melhor caminho. Depois de algum tempo chegou a conclusão de que era isso mesmo que devia fazer, nem ela nem Edislon estavam felizes juntos, então era hora de partir.

Chegou em casa, pegou as malas e deixou um bilhete no espelho do banheiro que dizia:

"Estou indo buscar a minha felicidade,  meu desejo é que você também encontre a sua."

Com carinho,

Marisa

Depois desse dia Edilson nunca mais ouviu falar de Marisa, até mesmo o divórcio teve que ser assinado por testemunhas. Dizem que ela agora vive numa cidadezinha do interior e que é muito feliz.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reflexo








Me perco em sua imagem. É como se estivesse do meu lado. Sinto todos os sons do vento e o perfume dos seus cabelos. Já não existe eu e você, somos apenas nós nessa música incessante.

O brilho dos seus olhos aguçam os meus. Como é maravilhoso  te olhar.  Faltam palavras para descrever a sensação boa que isso me traz. Sinto cada pedaço mim  desejar tão somente que esse instante congele. 

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E o tempo voa

Inverno novamente, parece que foi ontem a primavera, o tempo passa rápido demais, não sei se isso é bom ou ruim, só sei que se não arregaçar as mangas, ele passa e eu fico.

Corro contra o relógio, pulo pela janela do dia, mas não adianta, não dá tempo para tudo. Fica sempre a sensação de inacabado. Quisera eu ter nas mãos a chave do tempo, o poder de decidir pelas pessoas que cercam.Tá bom, ia ser muito chato, eu sei, mas me pouparia um tempo e  algumas rugas.

Vejo que nem tudo está ao meu alcance, pelo menos nesse momento, mas sei que chegará o dia em que poderei decidir sozinha o meu destino. O dia em que minha preocupação deixará de ser os ponteiros do relógio e passará a ser somente a felicidade daqueles que amo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cozinha democrática

Conheço o Antonio   há alguns anos, não saberia dizer quantos, rs, somos sobreviventes da MJMR ( Mais Jesus menos religião) e nos tornamos grandes amigos, tanto que participamos juntos da SPA (Só para amigos no orkut) e esses dias numa postagem boba qualquer ele sugeriu que deixássemos uma receita, como a comunidade anda meio parada, resolvi colocar aqui as receitas que postamos lá.São simples, mas  muito saborosas, e para você meu amigo Antonio, fica meu abraço e minha admiração:

Filé by Antonio:

Pegue um belo filé (frango, peixe ou carne) salgue e coloque, furando com uma faca, quantos dentes de alho forem necessários para temperar a carne toda.


Regue no azeite extra virgem e asse por aproximadamente 40 minutos. Pimenta do reino moída na hora finaliza o prato.

Sirva com salada e arroz.





A seguir deixo a minha como sobremesa:

Doce de abóbora caseiro:


+ou- 2kg de abobora madura (prefira a paulista)

1kg de açucar cristal

100gr coco ralado


Corte a abóbora em cubos coloque em uma panela e cubra com açucar, cozinhe em fogo baixo até a abóbora desmanchar, por último acrescente o coco ralado. Não coloque água.

Obs: o Antonio sugeriu trocar o açucar por adoçante e usar o coco ralado na hora.

Bom apetite!
 
Na foto: Antonio e sua amada.

domingo, 13 de junho de 2010

Bem te vi













Por que me olha assim de longe?

Chega mais perto, quero ver-te por inteiro
sentir o aroma que exala de você
te cuidar num abraço apertado
te acariciar num beijo rasgado
sentir aqui e pela vida inteira
sua presença, meu amado.