sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Assim




Enquanto nada acontece vou providenciando para que exista, não sei quando, nem onde, talvez um dia, mas acontecerá. Vivo pela esperança, quero as surpresas de cada hora, a única definição é o que quero. Que a vida seja generosa comigo, como tem sido. E, sabendo exatamente onde quero chegar, vou vivendo como se lá estivesse. Vou sentindo como se aqui fosse presente. Não há futuro nem passado, existe apenas o instante, que imagino nas nuvens de um céu qualquer que se derrama sem licença, que faz tudo melhor, e pede para o dia não acabar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Rumores e flores

Ana Paula andava estressada com João, todo dia ele chegava e começava a por defeitos, ora na casa, ora nela.

Dizia que tudo estava fora do lugar e que ela não sabia administrar uma casa. Além disso fazia críticas quanto às roupas que ela estava usando e também dizia que as crianças não a obedeciam.

Falava que se ela não mudasse seu jeito ele iria abandoná-la. Ana Paula ia relevando, tentando fazer as vontades do marido, mas nada adiantava, parece que quanto mais ela queria agradá-lo, mais ele se irritava.

Já cansada, não viu outra opção senão chamá-lo para uma conversa. A príncipio ele relutou, não era homem de ficar discutindo suas vontades com a esposa, depois dela muito insistir ele aceitou.

Sentaram e Ana Paula lhe disse que não mudaria, que ela era assim mesmo e que já havia tentado de tudo, mas que achava que não iria agradá-lo nunca. Então, disse a João que ele estava livre, que podia ir naquele dia mesmo e que ela não mais iria incomodá-lo. João pensou um pouco e falou que era isso mesmo que iria fazer, que logo após o expediente pegaria suas coisas e ia embora.

No final da tarde, Ana Paula esperava para que ele arrumasse suas malas, qual não foi sua surpresa quando João aparece com um lindo buquê de rosas, um pedido de desculpas e um convite para jantarem fora.

Se João parou de reclamar? 

Não sei, mas ouvi dizer que anda gastando uma fortuna na floricultura.

Silêncio

Cabe no meu silêncio

Boa dose de sorriso

Um milhão de suspiros

Muita música

Um abraço ofegante

A corredeira de um rio

A chuva de madrugada

O estalar de um beijo

O trinado dos pássaros

O bater de asas de uma borboleta

E, é por eles que eu espero

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Aprendendo a nadar


Mariano, era um ótimo marido, cuidava da esposa e dos filhos com amor, mas era um pouco desleixado, talvez sua mãe o tivesse mimado um pouco quando era pequeno, vai saber...

Marta sua esposa era dedicada e talentosa  gostava de tudo no seu devido lugar. Não foram poucas as vezes que ela tirou a toalha molhada de cima da cama, e recolheu as roupas de Mariano pela casa.

Todos os dias ela falava com ele, e sempre ouvia a promessa de que ele iria melhorar.

Um belo dia Mariano deixou uma blusa molhada,  sua preferida, dentro do guarda roupa, Marta viu, mas não pegou. Deixou ali a blusa no meio das outras roupas e avisou Mariano para que a colocasse no lugar.

Passou um dia e Mariano não tirou  a blusa dali, outro dia e nada, e assim passaram -se uma semana, e a blusa continuava ali. No domingo Mariano ia à igreja e foi pegar sua blusa, mas quando pegou percebeu que ela estava toda mofada. Foi atrás de Marta para que ela explicasse tal situação, mas Marta apenas olhou, sorriu e disse: Eu te avisei...

Mariano nunca mais deixou suas roupas jogadas e Marta adorou a nova atitude do marido.

Vivem felizes até hoje.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Só por hoje








Só por hoje, quero a tranqüilidade de não se ter sobressaltos. Quero o sossego de uma brisa.Quero o beijo na face, o abraço amigo.Só por hoje, quero apenas existir.Que o mar se mova lentamente, e que as estrelas brilhem amenas.Só por hoje, quero a paz de um lírio.Só por hoje, te imagino como quero,e  espero amanhã acordar e perceber que não foi delírio.