quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Velhas novidades

Velhas manias, contornos antigos
para quadros  repetidos
A parede branca provisoriamente sem adornos
se esconde ao ver voltar seus amigos que um dia escorreram por ela
desfazendo assim o conforto dos olhos alheios
Quanta cor, quanta luz voltaram a ser sentidos.

A inocência da criança crescida
Florescendo em tons e sobretons
Beges, apagados, mornos
Dando luz, revigorando
regravando imagens, criando cenários
que estavam cuidadosamente esquecidos.


A arte ontem considerada perfeita
que seja assim sempre,viva
exposta, insolente, forte
E que a despeito de tudo cresça vigorosamente
em nossas mentes, desequilibrando
espaços e ocupando a moldura que pela natureza foi feita.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tá, eu confesso!



Essa história  aconteceu comigo.Nossa família  toda na praia, inventaram de brincar com uma boia, eu medrosa, não queria ir junto, Marcio meu irmão, disse que não era perigoso e que se acontecesse algum problema era para não largar a boia e esperar que ele viria me salvar.



Tudo combinado, fui brincar com eles, e algum tempo depois veio uma onda daqueles bem bravas e me levou junto, conforme combinado, segurei a boia e fiquei esperando Marcio me salvar. Esperei um pouco e nada, será que ele não me viu? pensei, Já em desespero, e quase me afogando olho para cima e vejo Marcio rindo muito, fiquei mais brava ainda, como ele pode fazer isso comigo?

De repente, ele pega minha mão e me puxa para cima, que vergonha,  não percebi que estava no raso, tinha no máximo uns 50 cm de água e  implorando socorro.

Rimos muito e até hoje ainda aguento a gozação dele nos encontros de família, portanto, agora que todo mundo já sabe,  não tem porque ele ficar contando isso...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Decisões

Das dores que provei na vida, essa tem sido a mais forte.

Decepção pura, eu que sempre acreditei que as pessoas podem mudar em algum momento da vida, hoje vejo que nem todas se dispoem a isso. 

A confiança foi quebrada, não é de hoje. Uma história que tinha tudo para ser feliz, acaba como com os corações e almas detroçadas pela fome de poder.

Ainda perdida nesse turbilhão de informações que me chegam a contragosto. De coisas para decidir num momento tão doloroso, vou aos poucos selecionando o que considero mais importante, como quem gostaria que  não houvessem joios para serem queimados.

A liberdade parece doer tanto como o comodismo da prisão. Sei que logo tudo passará e o que sobrará em mim serão apenas lembranças de um tempo difícil que por um acaso o relógio marcou.

Sigo sofrendo pelas decisões que tenho que tomar, mas acreditando que Deus em sua misericórdia tem olhado para mim e  me mantido  forte  apesar da tempestade.

Como bem lembrou um amigo: "Todas as coisas colaboram para o bem dos que amam a Deus."

Então, Buenos dias!!!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Notícias

Sempre fui muito impaciente,  achava que tudo  tinha  ser resolvido rapidamente e muitas vezes, muitas vezes  mesmo, tomei decisões erradas.
Estou agora parada num sinal vermelho, esperando que a vida me autorize a passar. Exercitando  minha ínfima paciência. Descobri  que impaciência  também é pouca fé.
Num momento de mudança muito grande e dolorida, tenho esperado pelo melhor.
Sei que o mesmo Deus que sustentou ( em todos os sentidos) até aqui   vai continuar
Segurando minhas  mãos enquanto elas tremem de angustia.Mas também sei que o momento  de alegria está perto. É preciso esperar.
Tenho  tido força para não voltar atrás e confiar que Deus tem o melhor para seus filhos, e creio que essa  coragem, tem vindo das muitas orações que vocês tem feito, muito obrigada.
                                                                                                                                                                                     
 No momento oportuno( espero que em breve), volto para contar as bênçãos recebidas. Creio que serão muitas. Um abraço a todos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Curtas...

Todos os dias reparava pela janela a roupa suja no varal da vizinha, um dia colocou óculos e descobriu que não tinha janela em casa.

Dizia que ela era o maior empecilho do seu sucesso, quando ela pediu o divórcio, caiu no choro.

Achava que ela andava no mundo da lua, como castigo lhe negou todos os bens que tinham adquirido, espantou-se quando viu que ela era feliz vivendo de brisa.

Como ela entendia tudo errado, resolveu esclarecer a situação, depois disso nunca mais a cumprimentou, passou a usar o elevador de serviços.


Sem sapatos andava pelas calçadas mas não invejava os "ensapatados", sabia  que ao usar sapatos teria que sair das ruas e encarar um trabalho  duro.

No velório foi servido pão com mortadela, porque o presunto já cheirava mal.

Passou a  vida tentando escrever igual ao Mario Quintana, nunca conseguiu, mas descobriu que por isso  o admirava tanto.

sábado, 3 de setembro de 2011

Papo de menina

Da sala ouço Valéria conversando com a Vic, parecia estar ensinando ela a se maquiar. Dizia:"use o blush assim, a sombra assado".

 Fui escutando o papo, em um dado momento disse que Vic iria ser sua modelo e que iria maquia-la. Victória resmungou qualquer coisa  e depois ficou quieta, afinal Valéria falava mais que uma matraquinha.

Fui olhar e ela estava terminando de passar batom na Vic que estava com uma cara azeda de tanto ser cutucada.

Terminou o batom, passou um gloss, olhou para cara da Vic e disse:

- Agora sorria, mulher só é bonita quando está sorrindo.

Eu que ando meio ranzinza, quase cair de rir. Menina esperta essa Valéria.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando tudo parece nada

Lágrimas caem sem pedir licença, ainda na boca o gosto amargo de silêncio que precisa existir, porque qualquer palavra soa como espinhos que machucam.

Na manhã que não existiu, ela resistiu. Não como guerreira, mas como criança que precisa de aprovação.

A tarde cai e sua voz ainda não surgiu, sente-se aprisionada em seu próprio mundo. Não, ninguém lhe entenderia, era complicado demais.



Perdeu a chance de se tornar livre, não por que não tivesse motivo, mas por amor, um amor vermelho demais que escorre entre o corpo e a alma sem chance de voltar atrás. Parece ter perdido a coragem, sua ótica difere de todos a sua volta, seria um bom motivo para se questionar, se tivesse escolha.


Ainda no caminho as pedras parecem pontiagudas, e ferem deixando atrás de si a certeza que um dia serão  apenas cicatrizes, nada mais.

Nada mais.