quarta-feira, 2 de junho de 2010

Poente

Roberto era um marido possessivo, não tinha ciúmes da esposa com outra pessoa, na verdade para ele a esposa era uma alienada, incapaz de qualquer atitude que não fosse as comandadas por ele. Queria  dedicação integral, nada poderia ser feito sem o consentimento dele.Um dia a esposa que já estava quase enlouquecendo precisou fazer terapia. Roberto não concordou, disse que terapia era para gente fraca, na verdade o que ele temia era que Ana começasse a se rebelar contra ele. Ana começou a fazer terapia, mas cada vez que tinha que sair Roberto inventava uma desculpa para que ela faltasse.Ela não era nenhuma alienada, pelo contrário, vivia bem antenada, só não contrariava Roberto porque ele costumava dar shows na frente das crianças, que ficavam assustadas com as cenas. E assim iam aos trancos  e barrancos, até o dia que Roberto cismou que Ana não deveria ir fazer na terapia. Estacionou o carro dele bem atrás do da esposa e disse que não iria sair. A mulher ficou revoltada e se não fosse um pouco sensata teria passado com o carro dela em cima do dele. Aquele dia Ana ficou sem terapia e Roberto sem esposa.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Leitora















Vai chegando, se ajeitando, senta do meu lado.

Esperta abre o livro. Mostra as figuras.Espera pelas palavras.

Faz sons. Caras e bocas.

Dá um sorriso.Vira a página.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Completo

Um dia não quis o começo
para que não houvesse um fim

Um dia quis o fim
para não manchar o começo



Hoje sei que no amor
não há começo, meio e fim

O amor simplesmente  existe
e nada pode mudar isso

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Desconectada

A operadora de telefonia aqui da minha cidade nunca foi das melhores, mas nos últimos tempos estava passando dos limites. Troquei de operadora e nem quis a portabilidade.

Então migrei para outra  na esperança que tudo melhorasse. O sinal é um pouco melhor, mas não é 100%  e a internet é lenta.

Fim de semana passado precisei viajar, levei o notebook e o celular, e no meio do caminho fiquei sem sinal.

Havia combinado com as meninas que falaria com elas pela internet, mas foram obrigadas a me ligar, isso sem falar que para conseguir a ligação demorava maior tempo.

Tentei a wireless do hotel, mas também estava fraca. Eu em plena capital do estado desconectada, pode?

Ah, e isso sem falar que contratei internet 3G e estava sendo cobrada como se ela fosse discada. Foi uma batalha para que corrigissem a conta.


Ainda tenho outras opções operadoras para experimentar, mas será que vou trocar de novo seis por meia dúzia?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

*O Gato e a Andorinha



Da primeira vez que ela o viu sentiu o coração acelerar.Há muito tempo esperava por alguém. Era ele.

De culturas diferentes, eram como óleo e água, ao menos para aqueles que os conheciam.

Se desmancharam em carinhos por momentos sentidamente eternos.

Aproveitaram o tempo que lhes fora concedido.

Brigaram por manter momentos assim. De carinho. De cumplicidade.

Foi amor à primeira vista. Foi amor possível dentre tantas impossibilidades.

A vida quis levar um para cada lado.

Mas o amor os manteve eternamente unidos.


" Desejo dizer que há gente que não acredita em amor à primeira vista. Outros, ao contrário, além de acreditar afirmam que este é o único amor verdadeiro. Uns e outros têm razão. É que o amor está no coração das criaturas, adormecido, e um dia qualquer .... De repente... desperta de seu sono à inesperada visão de um outro ser. Mesmo se já o conhecemos, é como se o víssemos pela primeira vez e por isso se diz que foi amor à primeira vista."

 (Jorge Amado)


* Inspirado  na obra de Jorge Amado: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Corda bamba

Um

aqui
outro
ali
linha
reta
frente
na
ponta
um
arco íris
díficil
acesso
fim
de
uma
era
começo
de
vida
nova
e
tão
antiga